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Sobre sombras

Escrevo sobre tudo e mais alguma coisa. Não me levem muito a sério.

Escrevo sobre tudo e mais alguma coisa. Não me levem muito a sério.

13
Jul24

Coisas que odeio no Verão

Saudações damas e cavaleiros. Estamos no Verão, a estação maravilha do ano. É quente, solarenga, alegre, audaz, jovem. É a altura dos festivais, das festas, dos arraiais, das férias, da diversão. No resto do ano é purivido fazer essas coisas. Um à parte, começamos cedo nos à partes, na minha rua de infância havia um muro que tinha escrito “purivido deitar lixo” uma frase pertinente e sensata mas que deixaria o Eça de Queiroz (ou Queirós, não sei qual sobrenome devo usar, que se lixe) numa cama de hospital. Há coisas que eu gosto no Verão, mas outras nem por isso. Vou destacar as que não gosto.

 

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04
Jul24

No norte o carvalho é uma vírgula, na Madeira, um utensílio

Oi galera. É melhor não continuar com o português do Brasil porque posso ser processado por apropriação cultural. Não corro o risco de ser “cancelado”, quase ninguém lê esta tristeza de blog, quase ninguém vê o meu instagram, sou um coitadinho desconhecido, ninguém quer saber de mim. Menos tu que lês isto, claro, muito obrigado por estares desse lado e permitires-me partilhar contigo coisas importantes para mim.

Houve três pessoas diferentes que recentemente me alertaram que digo muitas asneiras. Sou natural do distrito do Porto, onde o carvalho é uma vírgula e vivo na Madeira onde o caralhinho não é calão, é um utensílio. Em minha defesa, os ambientes nos quais estou inserido são propícios a que eu fale mal. Bom, na verdade, as palavras que utilizo estão presentes no dicionário, portanto, não estou propriamente a dizer barbaridades. Manuel Maria Barbosa du Bocage (admitam, leram o du com um sotaque francês) escrevia poemas com palavras inapropriadas e é atualmente considerado um poeta importante na nossa história. Porque não soltar uns impropérios se o contexto for adequado?

 

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29
Jun24

Limpar o esterco que temos dentro de nós

Saudações caros leitores. Como se sentem meus queridos? São tão fofos em abrirem o meu blog e lerem o que tenho para vos transmitir, fico muito agradecido por este gesto tão atencioso. Leem por pena? Coitadinho daquele rapaz de óculos que está a ficar careca, deixa lá abrir o site e deixar um comentário. Ou nem sequer leem o texto todo? Dão uma vista de olhos no título e pensam “Hmmm não vou perder o meu precioso tempo a ler esta porcaria, tenho mais que fazer” e depois seguem para uma rede social qualquer, fazem um scrollzito durante umas duas horas e está o dia feito.

Que vida é esta em que já não há tempo para nada? As frases que mais digo e ouço é “não tive tempo”. Anda toda a gente sempre ocupada com porcarias, ou é preciso ir ao supermercado, ou tem de se arranjar qualquer coisa na cozinha, ou há o treino do filho, ou há um e-mail do trabalho que é preciso enviar. Mais valia termos nascido em 1349 e aí teríamos tempo para tudo. Podíamos morrer de tuberculose ou talvez um cavaleiro qualquer aparecesse e roubasse todas as nossas posses pelo bem do reino, mas ao menos não estávamos nervosos porque a sanita da casa de banho entupiu e temos de ir a uma loja comprar um produto para ver se resolve. Em 1349 não havia sanitas nem canalização. Não era maravilhoso? Cagar agachado para um buraco, despejar os dejetos humanos no meio do campo, sentir o cheiro a fezes, que delícia. Quem me dera ter nascido nesses tempos em que não havia eletricidade, mas também não lia comentários numa notícia a dizer que aquele antigo comentador desportivo que agora é político, cujo nome não me está a vir á cabeça, veio salvar Portugal. Acho que preferia banhar-me em diarreia de um camponês com peste negra do século XIV do que ouvir pessoas que apoiam esses micróbios daquele partido cujo nome também não me recordo. Devo ter demência para não me lembrar de nomes tão importantes na nossa sociedade atual. Ou talvez não sejam assim tão relevantes para mim.

 

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23
Jun24

Fraqueza radioativa

Estou de volta. Tinham saudades minhas? É a primeira vez que estão a ler uma publicação no meu blogue? Clicaram nesta porcaria por acidente e estão prestes a fechar? Fiquem mais um bocadinho, vá, leiam só mais umas dez palavras e depois podem ir embora. Para quem não me conhece, escrevo sobre o que me apetece de uma forma relaxada, sem me preocupar muito com o que sai. Só quero fazer-vos passar um bom bocado e matar a traça de escrever. Sou como um fumador, faço pausas na minha vida para vir aqui apanhar um pouco de ar e desanuviar. Às vezes escrevo com um tema em mente, outras vezes os meus dedos trabalham sozinhos. Também faço isso com a minha namorada. Pronto, já fui longe de mais, nem toda a gente gosta de piadas deste género, já tornei o ambiente desconfortável para todos. Quem já conhecia o blogue e até gostava agora ficou com pele de galinha e desistiu, quem veio visitar sem saber contorceu-se, teve um AVC e foi para o hospital. Aviso já que não me responsabilizo por problemas de saúde causados pela leitura das minhas publicações.

Bom, vamos ao que interessa. O Miguel Marques sempre foi a pior pessoa em tópicos menos cognitivos. Nasci frágil com dois quilos e qualquer coisa, problemas de visão, magrinho, com arzinho de nerd e totó. Sou o estereótipo de engenheiro informático: bom com computadores, inteligente, horrível em desportos e artes, menos na escrita, nisso serei o próximo José Saramago. Se errar em alguma coisa vou dizer que é estilo literário e está feito. Sempre fui um aluno exemplar e bem-comportado, com algumas exceções, quer de forma inocente, quer propositadamente. Isto é, até ao nono ano, a partir do décimo ano percebi que medicina não era para mim ao descobrir os prazeres proibidos do álcool, tabaco e substâncias ilegais.

 

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19
Jun24

Bolhas e bolhinhas

Bom dia, ou boa tarde, para as pessoas que estiverem a ler. Sou um grande fã de tesourinhos portugueses: os famosos “apanhados TVI”, liga dos últimos, vídeos virais do Youtube, sketches de humor como Gato Fedorento ou Contemporâneos, enfim, desde o mais conhecido ao mais obscuro, adoro ver as peripécias nas terrinhas em jogos da divisão distrital, sátiras intemporais (Gajo de Alfama, estou a pensar em ti. Se nunca viram, eu deixo-vos deixar de ler e ir ao Youtube), gente genuína (sai o trabalho e o dinheiro está no caralho), entre outros. Gosto porque todos em conjunto são uma espécie de registos históricos do nosso país e acabam por mostrar-nos outras perspetivas e acontecimentos numa realidade que pode ser totalmente distinta da nossa.

Hoje venho refletir sobre esse assunto: bolhas. Estamos constantemente dentro de bolhas. As nossas vivências são uma parte importante do que somos, das nossas opiniões e perceções, mas estamos sempre condicionados pela nossa experiência. Só podemos saber com certeza aquilo que vivemos, vimos, sentimos, o resto, apenas ouvimos ou lemos outras pessoas falarem sobre o assunto, que pode ser distorcido, incompleto ou até mesmo mentira. Isto faz com que eu tente sempre ser empático com os outros. À exceção de quem me é muito próximo, sei muito pouco da vida das outras pessoas. Por exemplo, posso estar com uma pessoa várias vezes por semana durante algumas horas, mas apenas vou conhecer uma pequena parcela dos seus anos de vida. Não vou saber o que se passa na cabeça dela, o que viveu, os seus medos, traumas, sonhos, objetivos, a não ser que mo digam explicitamente e mesmo assim não vou saber se aquilo é uma verdade total, parcial ou mentira.

 

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14
Jun24

Efervescência de cuspe

Olá a tolos. Como estão? De onde leem esta publicação? Em que dispositivo? Estão no sofá no telemóvel, todos tortos e ajeitaram-se ao ler isto? Ou estão a fingir que trabalham, no escritório? Talvez estejam a enviar um fax, na sanita, curvados de mão no queixo, a puxar, a puxar, a puxar, ou a empurrar, depende da perspetiva.

Depois desta introdução fenomenal, venho falar-vos de um tema que me atormenta: inaptidão social. Admito, não sou a pessoa mais extrovertida socialmente, mas também não sou propriamente introvertido. Sou tipo o Quarta-Feira do Rabo de Peixe, algo ali no meio. No entanto, já tive os meus momentos estranhos em que só me apetecia esconder debaixo de uma pedra, como os insetos. Às vezes quando era criança pegava em pedras num terreno perto da casa da minha tia, na qual passei a maior parte da infância, e estava aquela porcaria cheia de bicharada. Era onde eu gostava de estar para fugir à vergonha nestas situações.

 

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12
Jun24

A primeira vez é a que custa mais

Olá a todos e sejam bem-vindos ao meu blog. Para quem não me conhece, o meu nome é Miguel Marques, sou natural de Leça da Palmeira, a terra mais bonita de Portugal, e moro na ilha da Madeira com a minha namorada. Mudei-me de entregas da Amazon no próprio dia para apanhar fruta das árvores por não haver supermercados. A Madeira é um sítio onde toda a gente vive do campo e não há internet para o cidadão comum, uma espécie de Coreia do Norte democrática. Escrevo este texto de forma clandestina, espero não ser apanhado.

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